Ana Hikari desabafa: “Me olhava no espelho e falava: ‘Não sou negra'”

Ana Hikari – Reprodução: Instagram

A atriz da TV Globo Ana Hikari abriu o coração para falar sobre a sua criação. Politizada desde a época em que dava vida a Tina, na novela ‘Malhação – Viva a Diferença’, ela conta que muito desta consciência social vem de sua criação.

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Em conversa com a revista Quem, Ana Hikari comentou que, apesar de sua criação, ela começou a entender melhor as coisas da vida depois que passou a estudar um pouquinho mais sobre o feminismo:

“Eu sempre fui uma menina muito independente e decidida das coisas que eu queria fazer. Fazia as coisas sem me importar muito com a opinião dos outros. Quando você escolhe agir assim, você é muito julgada. Por ser mulher isso vem em um peso maior. Comecei a estudar o feminismo e a entender que isso acontecia comigo pelo simples fato de eu ser mulher. Acabei adquirindo vocabulário

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Ela, que é filha de uma mãe de descendência oriental e o pai de africana, contou que eles tiveram um papel fundamental em sua criação, principalmente o seu progenitor que, desde a infância, passava a importância das questões sociais e ter coragem de ‘descer do muro’:

“Tudo que eu tive de influência foi uma mistura. Por parte de mãe sou de família japonesa e por parte de pai sou filha de negro. Minha mãe sempre foi muito decidida e corajosa. Meu pai é um cara que tem empatia com as questões do feminismo. Por ele ser negro, ele tem o entendimento das opressões que o negro passa. Automaticamente, ele teve empatia com o feminismo e me ensinou muito a ter coragem e não ficar em cima do muro diante de questões sociais. Cresci uma pessoa que se posiciona socialmente graças aos dois.”

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Ana Hikari garante que o feminismo a fez se tornar uma pessoa mais consciente: “Eu me descobri não branca a partir do momento que comecei a me identificar com as pautas sociais do feminismo negro. O feminismo negro fala da hipersexualização do corpo da mulher negra e eu me identificava com isso. Falava de coisas que eu vivia. Mas ao mesmo tempo, me olhava no espelho e falava: ‘Não sou negra. O que eu sou então?’. Depois passei a me identificar também com questões do feminismo asiático. Hoje sei que sou uma mulher com ascendência africana e asiática vindo dentro do Brasil.”

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