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Bolsonaro fala de Fernanda Torres e o filme Ainda Estou Aqui: “A mensagem ali é política”

Ex-presidente deu a sua opinião sobre a produção brasileira que concorre ao Oscar

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Bolsonaro e Fernanda Torres. (Foto: reprodução/YouTube/Globo)
Bolsonaro e Fernanda Torres. (Foto: reprodução/YouTube/Globo)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a gerar polêmica ao falar o filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, e atacar a atriz Fernanda Torres, protagonista do longa. A produção, que retrata um momento histórico do Brasil, está concorrendo ao Oscar, com chances de levar a primeira estatueta para o país.

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Durante uma entrevista ao Portal Léo Dias, Bolsonaro ironizou o filme e trouxe à tona antigas acusações sem provas contra Rubens Paiva, político cassado e desaparecido durante a ditadura militar, que é um dos personagens centrais da trama.

Quando questionado se assistiu ao longa e se torcia pela produção brasileira na premiação, Bolsonaro respondeu com deboche: “O filme tinha que começar comigo”. Em vez de comentar diretamente sobre a obra, ele fez um paralelo com sua própria trajetória e resgatou teorias sobre a família Paiva. “Família Paiva, você tem que falar em Eldorado Paulista, a minha cidade. Você tem que falar em maio de 70, quando passou o Lamarca na cidade. Por que o Lamarca achou aquele lugar de guerrilha? Pode ser que não tem nada a ver com o Rubens Paiva”, declarou.

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Mesmo com a insistência da jornalista para que falasse sobre o filme, Bolsonaro afirmou que não costuma assistir a produções cinematográficas e que nem tem tempo para ler livros. Ao ser perguntado sobre sua torcida para o Brasil no Oscar, ele desconversou e respondeu apenas: “O brasileiro ganha em qualquer lugar”.

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Além de criticar o longa, Bolsonaro não poupou Fernanda Torres. “A mensagem ali é política. Ela falou que no meu governo não seria possível fazer aquele filme. Não seria por quê? Eu proibi algum filme no meu governo? Eu arrumei a Lei Rouanet, se bem que não tem Lei Rouanet nesse filme. Eu não persegui ninguém. Meu governo não perseguiu ninguém”, rebateu.

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Léo Dias, no entanto, o confrontou sobre denúncias de perseguição a artistas críticos de sua gestão, mencionando casos de integrantes do movimento Ele Não, que supostamente foram alvo da Receita Federal. Bolsonaro negou qualquer envolvimento e se defendeu: “Eu não determinei nada disso”.

Colaborou: Renan Santos

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