
Os atores de ‘Vale Tudo’ já estão preparados para a nova aventura. A novela estreia dia 31 de março e reuniu parte do elenco para um bate-papo virtual, no qual o Área Vip esteve presente. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (25).
Maeve Jinkings falou sobre sua personagem, Cecília, que formará par romântico com Laís, papel de Lorena Lima. “Se tem uma coisa que sobrevive no tempo, que é antiquíssima, é o amor homoafetivo e a relação entre duas mulheres. Não só é um traço que permanece, como sempre existiu, mas agora falamos em um outro país (comparando com o Brasil de 1988). Um outro país, que muda, mas que também resiste a mudanças”, comparou a atriz.
Paulo Silvestrini sobre a nova Vale Tudo: “A essência da obra está preservada”
Na primeira versão de Gilberto Braga, Lala Deheinzelin viveu Cecília. A personagem morreu num acidente e deixou Laís, que na ocasião foi interpretada por Cristina Prochaska. A tragédia ficou marcada como uma rejeição ao casal por conta do preconceito na época.
Mas agora os tempos são outros e Maeve acha que houve evolução da sociedade, ainda que com ressalvas. “Me refiro a preconceitos que ainda permanecem, mas a gente caminha, ainda que lentamente. É curioso, porque vivemos agora no mundo de saudosismo de um certo obscurantismo, e temos a sensação de que caminhamos pouco e queremos voltar ao obscurantismo. Mas caminhamos”, pontuou.
A atriz citou uma discussão que aconteceu na época da exibição da primeira versão. “Lembro de ter visto uma entrevista da década de 1980 em que o público naturalizava: ‘você acha que homossexuais têm que morrer?’. ‘acho que sim, acho que merecem morrer’. Mas hoje em dia, isso não é mais aceitável. Há pessoas que resistem a isso, mas existe ao menos um constrangimento. Então, caminhamos”, completou.
Taís Araújo pede uma vilã e ganha uma heroína em Vale Tudo
Manuela Dias, autora da releitura, comentou sobre as personagens lésbicas. “Na primeira versão, Cecilia e Lais não se referiam a elas como namoradas, mas como amigas. Existia um esforço já de representatividade e que dialogava com aquilo que a sociedade conseguia absorver naquele momento. É uma satisfação ver que a gente andou um pouco e isso é importante. Ainda temos que andar, mas temos que andar mais um pouco”, disse a autora.
Confira a primeira chamada da novela
Confira a primeira chamada de #ValeTudo (Imagens: Divulgação/Globo) pic.twitter.com/bMkf2KQoof
— Área VIP (@areavip) February 25, 2025