Na segunda-feira (3) foi anunciada a onda de demissões na Record. Cerca de 400 pessoas foram desligadas, passaram pelo RH e foram acompanhadas por seguranças até a saída do Recnov. De acordo com a coluna de Patrícia Kogut, entre esses profissionais estão produtores, cenógrafos, maquiadores e especialistas em arte. Todos eles funcionários contratados, ninguém com vínculo de pessoa jurídica. O clima é de tristeza total.
As mudanças fazem parte de uma reestruturação financeira que está sendo conduzida por uma consultoria. A ideia é terceirizar tudo. Alexandre Raposo, presidente da emissora, esteve no México para observar como funciona a Televisa, que segue esse modelo.
A identidade do consultor financeiro que conduz a reestruturação é mantida sob sigilo pela direção. Ele foi aconselhado a não aparecer na emissora para evitar represálias.
Foi montada uma equipe para analisar propostas de produtoras independentes. Uma funcionária ligada à Igreja Universal do Reino de Deus foi encarregada das consultas, pesquisas e decisões referentes a esse processo.
A produtora escolhida para tocar os trabalhos na Record é a Casablanca Filmes, que já produziu a novela “Metamorphoses” para a emissora em 2004, um projeto que fracassou. Comenta-se que Gugu Liberato tem insistido para que o seu “Programa do Gugu” seja feito pela produtora dele, a GGP.