A iniciativa da Globo de divulgar os “naming rights” no futebol, patrocinadores que pagam para batizar com seus nomes competições e estádios, foi uma forma de fisgar os principais clubes do país.
De acordo com a coluna Outro Canal do jornal Folha de S.Paulo, segundo dirigentes de times nacionais, a emissora apareceu com essa proposta no início do ano, quando tentava prorrogar até 2017 o contrato pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A rede já havia assinado com os times um contrato com duração até 2015.
Em um jantar internacional, para poucos, o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, anunciou aos dirigentes dos clubes que a emissora liberaria a citação dos “naming rights” na programação, o que era proibido na rede até então.
A concessão foi fundamental para a extensão do acordo entre clubes e canal, pois essa era uma reivindicação antiga dos dirigentes boleiros.
Para eles, os “naming rights” são fonte de receita, e batizar um estádio com nome de patrocinador passa a valer ouro já que o título será citado na Globo.
Em 2013, a Globo terá um plano comercial que contemplará valores para a divulgação dos “naming rights” em sua programação.
Procurada, a emissora diz que essa questão não foi assunto na negociação do contrato com os clubes.