A Record, emissora pertencente ao bispo Edir Macedo, se envolveu em uma polêmica recentemente após alguns de seus funcionários denunciarem sofrer pressão da alta cúpula, que estaria cobrando matérias favoráveis ao candidato a presidência Jair Bolsonaro, e contrárias ao seu adversário Fernando Haddad. A emissora negou a pressão, mas os rumores ganharam ainda mais força após a demissão da chefe de redação do Jornal da Record, Luciana Barcellos.
Posição política
Em sua conta oficial do Facebook, Luciana se posicionou politicamente e esclareceu que o candidato Fernando Haddad não foi sua opção de voto no primeiro turno, e que para os jornalistas votar no candidato do PT é também defender o direito de exercer livremente a profissão. Veja na íntegra o texto e o vídeo publicado:
“O Haddad não foi o meu candidato no primeiro turno. Mas agora o que está em jogo aqui é maior do que nossas primeiras escolhas. É a democracia, é o que queremos para nossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, para todos os nossos afetos . É o que queremos de bom também para quem a gente nem conhece pessoalmente. Ninguém é racista ou homofóbico só da boca pra fora. Ninguém defende tortura só porque é “meio doido”. Não existe fascismo “light”. Algumas pessoas próximas e muito queridas não querem o obscurantismo mas também não se sentem à vontade para votar no PT. Peço respeitosamente que reflitam, que reconsiderem. Não anulem, não votem em branco, não ajudem a eleger o Bolsonaro. Votar no Haddad não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão. #viravoto#haddad13”.
O Haddad não foi o meu candidato no primeiro turno. Mas agora o que está em jogo aqui é maior do que nossas primeiras escolhas. É a democracia, é o que queremos para nossos filhos, sobrinhos, netos, amigos, para todos os nossos afetos . É o que queremos de bom também para quem a gente nem conhece pessoalmente. Ninguém é racista ou homofóbico só da boca pra fora. Ninguém defende tortura só porque é “meio doido”. Não existe fascismo “light”. Algumas pessoas próximas e muito queridas não querem o obscurantismo mas também não se sentem à vontade para votar no PT. Peço respeitosamente que reflitam, que reconsiderem. Não anulem, não votem em branco, não ajudem a eleger o Bolsonaro. Votar no Haddad não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão. #viravoto#haddad13
Posted by Luciana Barcellos on Friday, October 26, 2018
Em sua conta nas redes sociais, Luciana Barcellos não discorreu sobre os motivos de sua saída da Record.
Polêmica
Os profissionais de jornalismo da Record TV recorreram ao Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP) para denunciar pressão que têm sofrido nos bastidores da empresa.
De acordo com o site do Sindicato, empregados da emissora, da estação de rádio e do portal R7 alegam que “estão sofrendo pressão permanente da direção da emissora para que o noticiário beneficie o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e prejudique Fernando Haddad (PT)”.
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